Sem pátria, dor ou perdão
nada lhe resta
escondido na penumbra de gente,
caminha cumprindo a missão
que nem ele conhece,
sem amigos, sítio ou lar
para sempre estrangeiro
condenado à nascença,
numa mão uma mala de sonhos
na outra, estendida à clemência,
a decência.
Chegou sem anúncio, veio dalhures
nunca ninguém o viu
é estranho
suspeito
forasteiro
passageiro
transeunte
nómada
tudo desconhece do mundo
onde agora semeia,
não quer olhar para trás, para os que ficaram,
apenas guarda as memórias
pinceladas do coração.
Sempre alerta, desconfiado, apagado
escravo de quem o quiser
em troca da migalha, desprezada pelo cidadão de lei.
Ele é o migrante,
tem apneia de ter,
é máscara deambulante
sem linguagem ou sotaque,
não tem dinheiro ou saber
nem fleuma a vender.
Apenas lhe resta agradecer.
nada lhe resta
escondido na penumbra de gente,
caminha cumprindo a missão
que nem ele conhece,
sem amigos, sítio ou lar
para sempre estrangeiro
condenado à nascença,
numa mão uma mala de sonhos
na outra, estendida à clemência,
a decência.
Chegou sem anúncio, veio dalhures
nunca ninguém o viu
é estranho
suspeito
forasteiro
passageiro
transeunte
nómada
tudo desconhece do mundo
onde agora semeia,
não quer olhar para trás, para os que ficaram,
apenas guarda as memórias
pinceladas do coração.
Sempre alerta, desconfiado, apagado
escravo de quem o quiser
em troca da migalha, desprezada pelo cidadão de lei.
Ele é o migrante,
tem apneia de ter,
é máscara deambulante
sem linguagem ou sotaque,
não tem dinheiro ou saber
nem fleuma a vender.
Apenas lhe resta agradecer.
0 comentários:
Postar um comentário