Não há dúvida,
a vida é um ciclo,
ganha forma na permanência, na persistência, na renovação, na previsão,
sem ciclo não haveria definição nem memória,
e é sem dúvida neste mês, mês cheio, pleno, pujante, prometido e anunciado,
o mês de Maio,
que tudo queremos, perdoamos, desejamos e aspiramos,
não é só, mas também,
pela Primavera,
pelo calor,
pela luminosidade,
pela promessa do Verão,
pela inspiração,
pela volúpia,
pela irradiação da natureza,
mas alguém se suicida em Maio?
Pudesse eu escolher, nasceria num destes longos dias,
anunciando a todos,
adeus depressão,
já sou apenas eu novamente,
vejo e sinto e quero e cheiro,
basta-me,
e,
quando tudo basta, tudo temos.
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